Modelos gender fluid e transgender são sempre mais presentes na moda: Andreja Pejic, Hari Nef, Valentijn de Hingh, Pari Roehi, Arisce Wanzer, Carmen Carrera… Tanto que da Nova Deli a New York nascem as primeiras agências de modelo de gênero. Sim, é verdade nos anos 70 as passarelas eram cheias de modelos transgenders, basta recordar a lindíssima Caroline “Tula” Cossey, que ale de ter feito o filme de 007 “For Your Eyes Only”, foi tambem a primeira modelo transgender a posar nua para Playboy. Caroline porém se afastou cedo dos holofotes, e em uma atual entrevista disse: ” Me sentia um animal do circo”. Porque era mais ou menos assim que eram mostradas as modelos transgenders no passado, uma espetacularização da sexualidade e de conseqüência a guetização. As imagens que ficaram na minha memória daquele período são as damas de companhia de Andy Wharol e nas fotos da grande Nan Goldin.
Finalmente parece que hoje as coisas começam a mudar, as modelos assumem conscientemente o rolo de porta-bandeira do movimento transgender e gender fluid, basta segui histórias como a da top model Andreja Pejic, nascida na Bosnia Erzegovina, com a guerra viveu com a mãe, irmão e avó em um campo de refugiados nas portas de Belgrado, conseguindo depois emigrar na Austrália. Ali inicia a sua carreira de modelo dando início ao gender fluid. Hoje Anreja é uma importante porta-voz do movimento transgender. Em Kickstarter tem uma campanha de arrecadação de dinheiro para um documentário que conte a sua vida.

https://www.youtube.com/watch?v=vi5Qi4Mb30c

A importância do movimento transgender e gender fluid na moda neste momento

Nunca como hoje a mídia e marketing abusaram do hiper-feminidade e hiper-masculinidade, criando um abismo entre um mundo esgaredamente “rosa” e outro “azul”, um mundo de “doces princesas” e outro “viril” e violento, vemos nos filmes, nos brinquedos, na tv… Este exagero do feminino e masculino, reflete a tenção cultural e temor de admitir que o gênero é construído a nível social, caindo em erradas simplificações, criando tensão nos dois sexos que devem reentrar em duas categorias.
O sexo é um termo biológico, referido aos cromossomos. O gênero é uma estrutura social, uma expressão de feminino e masculino, são dois espectros contínuos e que se sobrepõem. As diferenças sexuais no cérebro não são codificadas, o cérebro é “plástico” mudando conforme as experiências… Mudando no decorrer da vida. Se in termos biológicos somo XX e XY, a visão que temos de nos mesmos, como nos sentimos, são múltiplas e podem mudar. Repreender nossas esfumaturas, para poder encaixarsi nestas duas caixinhas, vestir estas duas máscaras estereotipadas do que é feminino e masculino é muito perigoso e creio que explique uma grande parte da violência contra as mulheres, o machismo, abuso de álcool e drogas… a eterna busca de uma válvula de escape… Nos somos vários , mutáveis e temos que derrubar este muro que aprisionam masculino e feminino em rolos predefinidos que são a base de tantos preconceitos e discriminações.

Do livro Educar ao gênero: ” Educar ao gênero significa sustentar o crescimento psicológico, físico, sexual e relacional, para que as crianças possam projetar o próprio futuro além das expectativas sobre a feminilidade e masculinidade”.

 

Vestido do estilista Iran Santos

transgender e la moda  transgender e gender fluid

 

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